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PATRIMONIO LINGÜÍSTICO IBEROAMERICANO Por Antonio Viudas Camarasa |
LOS CONSERVADORES DEL PATRIMONIO
Manuel de Paiva Boléo
(26-03-1904 -- 01-11-1992)
Homenaje de la Universidad de Coimbra
| Justificación | ![]() |
Recuerdo de Orlando Ribeiro |
| Cronología | Miembro y socio de... | |
| Breve bibliografía | Traducciones |
Homenaje de la Universidad de Coimbra
Universidad de Coimbra
| O
Doutor
Manuel de Paiva Boléo é homenageado em Coimbra na passagem do
centenário do seu nascimento em 26 de Março de 2004.
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El
Doctor Manuel de Paiva Boléo es homenajeado en Coimbra en la
conmemoración del centenario de su nacimiento el 26 de marzo de 2004.
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Invitación al Homenaje a Manuel de Paiva Boléo |
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CENTENARIO DO NASCIMENTO
DO
DOUTOR MANUEL DE PAIVA BOLÉO
FACULDADE DE LETRAS
Anfiteatro II
26 de Março de 2004 |
SESSÃO DE HOMENAGEM (15,30 h)
(18,00 h)
(18,30 h)
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----- Original Message -----
From: Antonio Viudas Camarasa
To: Instituto de Língua e Literatura Portuguesas
Sent: Friday, March 26, 2004 7:38 AM
Subject: Homenagem Centenário do nascimento do Doutor Manuel
de Paiva Boléo
Al Rector de la Universidad
de Coimbra,
al Presidente del Consejo
Directivo de la Facultad de Letras
y al Presidente de la Comisión
Científica de Estudios Románicos
Excmos. Sres.:
Me es
grato acusar recibo de la invitación, recibida ayer por paquete azul, para
asistir al Centenario del nacimiento del Dr. D. Manuel de Paiva Boléo.
Me adhiero fervorosamente al recuerdo del homenajeado y a la alegría de
sus familiares y de la comunidad docente de la Universidad de Coimbra.
Les
transmito también la adhesión de mi maestro Dr. D. Alonso Zamora
Vicente, que hace unas semanas, telefónicamente, me mostró una vez más
la admiración hacia la persona y la labor científica del profesor
Paiva Boléo, recordando su primera colaboración en la Revista
Portuguesa de Filología donde, en mi modesta opinión, se
iniciaron nuevos lazos entre la filología española y la portuguesa.
Lazos que se mantienen y que han hecho posible el que Luísa Paiva Boléo,
hija del homenajeado, se pusiera en contacto conmigo, gracias a un
encuentro casual en Internet, gracias al cual iniciamos, a título
personal, la preparación de este homenaje en agosto de 2003, dedicándole
el espacio "Homenaje a Manuel de Paiva Boléo" http://idd004q0.eresmas.net/conservadoresdelpatrimonio/manuelpaivaboleo/index.html
en nuestro portal www.dialectus.com.
La figura
del profesor Dr. D. Manuel de Paiva Boléo quedará enmarcada --gracias
a la generosa aportación de los ponentes de esta tarde-- muy
dignamente entre los investigadores europeos y americanos que hicieron
posible una corriente filológica europea nueva durante el siglo XX.
Como docente del Departamento de Filología Hispánica de la Universidad
de Extremadura en Cáceres y Presidente de la Asociación "Estudio
y divulgación del patrimonio lingüístico extremeño. Aplex" http://www.aplexextremadura.com/
reciban mi más cordial
enhorabuena por recordar a un dialectólogo que tuvo presente en sus
proyectos las variedades del portugués hablado en el territorio de
la Comunidad Autónoma de Extremadura (España).
Atentamente les saluda
Dr. D. ANTONIO VIUDAS
CAMARASA
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Gracias al ofrecimiento de doña Luisa de Paiva Boléo www.dialectus.com se honra en homenajear al investigador portugués Don Manuel de Paiva Boléo (de quien en el año 2004 se celebra el primer centenario de su nacimiento). Paiva Boléo ha dejado escritos trabajos muy documentados sobre el mundo iberoamericano. La cronología que insertamos nos ha sido facilitada por su hija Luisa.
Antonio Viudas Camarasa
Agosto 2003
Cronología de Manuel de Paiva Boléo
Por Luisa de Paiva Boléo
26/03/1904
Nasce em Idanha-a-Nova o 6º filho de uma família de sete. Deram-lhe o nome do avô materno.
10/04/1910
Nasce Maria Eugénia Anacoreta Viana com quem viria a casar, numa vida de mais de 50 anos de absoluta harmonia.
1911 (?)
A família de Manuel de Paiva Boléo, pai mãe e sete filhos, transfere-se para Pedrógão Grande onde faz a instrução primária.
1914
A família muda-se para Coimbra, tendo ido morar para a Praça 8 de Maio, em frente da igreja de Santa Cruz.
1915
A Família vai morar para a Ladeira do Seminário, nº 7 casa que será uma referência para a família, nomeadamente onde 6 dos 9 filhos do Professor Manuel de Paiva Boléo fizeram a instrução primária.
1922
Manuel de Paiva Boléo conclui os estudos secundários no Liceu José Falcão. Pelas notas percebe-se que foi um bom aluno.
1922-1929
Frequenta a Universidade de Coimbra, onde conclui todas as cadeiras dos Cursos de Filologia Românica e Filologia Clássica. Fez ao mesmo tem dois anos de Direito e frequentou ainda o 3º ano, tendo depois escolhido definitivamente Letras. Católico, participa nas actividades do CADC (Centro Académico de Democracia Cristã).
18/5/1925
Publica no "Correio de Coimbra" o seu primeiro artigo com o título «Tuna e Orfeão Académico Coimbra: a sua viagem a Espanha»
1925
Morte de Carolina Michäelis de Vasconcelos.
1927
Publica nos "Estudos" o seu primeiro artigo de fundo sobre «A Igreja, a questão social e a democracia cristã».
1926
Ligado às organizações católicas conhece a Maria Eugénia, futura mulher.
1929
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Ainda como estudante publica na "Biblos" o seu primeiro trabalho científico: «Génese do conceito de "tempo passado" e sua expressão nas línguas românicas.
1929 Julho
Termina a licenciatura em Filologia Românica.
1929
Dezembro
Parte para Hamburgo como bolseiro da Junta de Educação Nacional, lugar a que concorreu por insistência do Dr. Providência e Costa.
1931-1935
Exerce as funções de leitor de língua e literatura portuguesas na Universidade de Hamburgo, além de ser discípulo de Fritz Kruger.
Começa um namoro epistolar com a futura mulher.
1935
Regresso da Alemanha.
1935-1937
Prepara o Doutoramento. Tem contactos assíduos com José Leite de Vasconcelos. Faz parte da Direcção do Centro de Estudos Filológicos.
1937
Outubro - Doutora-se brilhantemente com a dissertação «O Perfeito e o Pretérito em Português em confronto com as outras línguas românicas».
1937-38
Dá aulas de alemão num colégio particular.
1938
Fevereiro
É contratado como professor auxiliar pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
1938 - 8 de Setembro
Casamento de Manuel de Paiva Boléo com Maria Eugénia Anacoreta Viana de Paiva Boléo na Igreja de São José, em Coimbra.
1939
Junho
Setembro
Nasce o 1º filho a quem deram o nome dos pais Eugénio Manuel, embora nasça no dia de Santo António.
Paiva Boléo Inicia a direcção da revista "Biblos".
1940
Nascimento da 1ª filha, Maria Isabel.
1941
Mudança de residência da Rua dos Combatentes para a Rua Filipe Simões, 33, uma moradia com mais de dez assoalhadas, o que fazia prever uma grande prole. Esta casa tem para nós as maiores memórias da família. Foi recentemente adquirida pela Universidade de Coimbra.
1941
Nasce o terceiro filho, Francisco José, estando Paiva Boléo ausente no Norte do país nas suas investigações para o futuro Inquérito Linguístico.
1942
Lançamento do Inquérito Linguístico Boléo (ILB)
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1942 Dezembro
Nascimento da 4ª filha, Maria Luísa.
«Quando a ocupação de Paris fez cessar as minhas funções de leitor de Estudos Portugueses na Sorbonne e a segurança da preparção de geógrafo, que completara com os grandes mestres de então, me levou a desejar prosseguir, intensificando-as, as minhas pesquisas portuguesas, a generosidade do ilustre geógrafo Amorim Girão e o interesse do excelente director da Faculdade que era Providência e Costa, professor de Literatura Alemã, levaram-me a aceitar o contrato como professor extraordinário (os concursos haviam sido arbitrariamente suspensos por um ministro ignaro) na Universidade de Coimbra, que me tinham descrito como pouco aberta aos que não haviam sido seus alunos. Por várias vezes evoquei o carinhoso acolhimento que me fizeram professores idosos e a excelente camaradagem dos jovens colegas da minha geração.
Discípulo de Leite de Vasconcelos, com a Geologia, as bases da minha dupla formação em Ciências Naturais e em Ciências Humanas, indispensável ao geógrafo, aproximei-me de todos, pois sempre entendi uma escola como um lugar de convívio intelectual e humano e não apenas um sítio onde se dão e recebem lições. Nas férias que passava em grande parte na Beira Baixa encontrei em Idanha-a-Nova Paiva Boléo, de que conhecia por altos trabalhos de Filologia sobre problemas de sintaxe, mas que acabava, por influxo do mestre hamburguês Fritz Kruger e da leitura de uma parte tão vasta e importante do labor de Leite de Vasconcelos, de lançar nas férias grandes de 1942, um vasto inquérito linguístico destinado a apurar a enorme variedade de formas dialectais, de que tinha feito, do princípio ao fim da sua vida científica, uma prospecção muito profunda. Ao gigantesco trabalho de um só, segue-se uma colheita sistemática por correspondência entre párocos, professores primários e outras pessoas com alguma instrução e, ao mesmo tempo, próximas da vida popular para conhecerem, ou facilmente poderem recolher maneiras de falar do vulgo. Lembro-me de, um pouco por graça ter posto a Paiva Boléo um enigma: melgos, no sentido de gémeos; perante a sua hesitação, lembrei-lhe a forma trasmontana gemelgos , cuja etimologia não deixa dúvidas. E assim, nas narrativas das nossas recíprocas colheitas, nos projectos para os dias seguintes e na recitação de poesias, entretínhamos os nossos passeios entre um jantar simples, mas saboroso e abundante. e a noite dormida em paz de consciência (...) Outra vez foi uma viagem que fizemos de Salvaterra à Zebreira, dois professores e três burros, um que o nosso guia nos tinha pedido para trazer e restituir ao dono e onde, em excelente camaradagem montavam alternadamente um contrabandista preso e o guarda fiscal que o custodiava até ao posto da Zebreira - cada qual cumprindo e respeitando o seu ofício.
A Zebreira era um alfobre de professores primários que vinham passar as férias à aldeia natal : entre naturais e casados juntavam-se, se não me engano, dezasseis. Quando souberam da presença do organizador do inquérito a que eram solicitados a responder, pediram-lhe uma orientação, que foi um modelo de fala despretensiosa e admiravelmenta clara, em que sinceramente admirei, neste colega afeito a outros auditórios, a simplicidade e poder de comunicação. Desde a sua maneira de se vestir, como o encontrei na Idanha, sentia-se que PAIVA BOLÉO estava pouco afeito ao campo e logo pensei facilitar-lhe contactos que eram o pão quotidiano de que alimantava os seus cadernos. Uma vez descobriu um homem que tinha à sua fácil disposição, pois cuidaria por muitas horas de um alambique, de que nos ofereceu um copito; austero e sóbrio (Paiva Boléo) recusou - e fui eu, que nunca bebia aguardente, que lhe propiciei o contacto, explicando-lhe depois que cometera aquela entorse aos meus hábitos de bom bebedor de vinho, apenas por causa e por culpa dele e da FILOLOGIA! Talvez intimamente me censurasse, mas não deixou de ficar agradecido à pequena ajuda que lhe prestei... Com estas e outras histórias íamos entretendo os poucos ócios, porque desde que começava o trabalho dos camponeses e suas mulheres, começava também o nosso.
Algumas vezes falámos de Leite de Vasconcelos, mestre indirecto de Paiva Boléo, e do seu professor da Universidade de Hamburgo Fritz Kruger, que tanto se distinguiu numa linha de pesquisas de que o grande erudito português foi dos mais notáveis precursores(...) Tendo eu frequentado a casa de Leite de Vasconcelos desde o 2º ano da Faculdade até à ida para Paris, e depois sempre nas longas férias que repartia entre a família e o campo, nunca calhou encontrarmo-nos (refere-se a Paiva Boléo). Daí supus que a proposta que me fez Paiva Boléo de continuarmos a Revista Lusitana, a que me referi, provinha de um estímulo intelectual a que era estranho o conhecimento directo. O motivo (que não desculpa o erro!) é simples: Paiva Boléo frequentou a casa de Leite de Vasconcelos enquanto eu estava em Paris; antes não o vi, pois ele ensinava em Hamburgo; depois, quando vinha a férias a Portugal, estava ele já em Coimbra. Resta-me acrescentar que o excelente filólogo, pertenceu a outra geração e, embora criado no ambiente das «palavras e coisas», mais interessado naquelas que nestas, com exigências científicas que se depuram com o tempo e a especialização, várias vezes escreveu sobre Leite de Vasconcelos com compreensão e carinho - robusto tronco que, um século depois, apoia e reconforta os jovens investigadores dos vastos campos em que foi iniciador, renovador e Mestre ainda de gentes vindouras (...) dou assim satisfação ao meu excelente amigo e colega Paiva Boléo e avivo mais umas páginas do nosso encontro num remoto Verão de há 42 anos, em que na inteira devoção ao ideal científico comum se consolidava uma autêntica camaradagem universitária da qual, tantos anos volvidos, é grato recordar os primeiros episódios.»
Orlando Ribeiro, Vale de Lobos, 10 de Dezembro de 1982
Notas e Recensões Leite de Vasconcelos e Paiva Boléo (Recordações), publicado na Revista Lusitana (nova série), Lisboa, nº3, 1982-1983
1944
Nasce o 5º filho, Pedro António.
1945
Nasce o 6º filho, Maria Clara.
1945
Setembro
Fim da 2ª Guerra Mundial
1946
Maio/Junho
Primeira viagem oficial do Professor Paiva Boléo após o seu início como docente da Universidade de Coimbra.
Visita a Suiça, onde se encontra com Karl Jaberg e Jacob Jud.
Agosto
Organiza em Ripoll um curso de Filologia Portuguesa.
Dezembro
Nasce o 7º filho, Maria da Conceição.
1947
Nasce, o mais tarde chamado em família, «10º filho» que foi a REVISTA PORTUGUESA DE FILOLOGIA
Verão
Início das férias grandes em São Martinho do Porto, por sugestão do Dr. Joseph Piel. Dois meses de férias que se repetiu por mais de quarenta anos.
1948
1ª viagem ao Brasil, país com o qual manteve sempre profundas relações de apreço e amizade.
1949
Nomeado Professor Catedrático.
Setembro
Nasce o 8º filho, Manuel Jorge.
1952
Passa a pertencer à Direcção do Instituto de Alta Cultura.
Julho
Nasce o 9º e último filho, João
PauloVerão
Viagem à Suécia e Reino-Unido.
1953 Agosto/Setembro
Importante viagem às nove ilhas dos Açores.
1954 Setembro
Participação, em São Paulo, no Colóquio de Estudos Luso-Brasileiros, onde apresentou uma comunicação sobre as relações entre o Continente, os Açores e o Brasil.
1955
A convite do Coral da Faculdade de Letras acompanha, com a mulher este Coral, numa digressão pelos Países-Baixos.
1956
Viagem a Toulouse com a mulher (estas viagens são de carácter científico).
1958
Viagem a Sá da Bandeira e outras cidades de Angola.
1959
Visita Portugal e a nossa casa, com a família o filólogo brasileiro Dr. Serafim da Silva Neto a quem nos ligará uma profunda amizade, até à sua prematura morte.
Outubro
Convidado pelo Linguaphone Institute (Reino Unido) para gravação da versão portuguesa.
1960
É arguente do brilhante concurso para professor extraordinário do Dr. Lindley Cintra.
1961 Maio e Junho
Longo périplo de conferências pela Alemanha.
1962 Abril/Maio
Viagem a França e Bélgica. Em Estrasburgo apresenta no X Congresso Internacional de Linguística e Filologia Românicas, a primeira versão de «Os valores temporais e modais do futuro imperfeito e do futuro perisfrástico em português».
1963
O filho mais velho vai como fuzileiro naval para a Guerra, em Angola.
1964
Licenciatura da filha mais velha em Românicas. A Isabel foi aluna do pai em duas Cadeiras
1965
Regresso do filho da Guerra e decisão de ir para frade.
Morte do filho Jorge. Nesse dia Paiva Boléo encontrava-se em Roma a participar no "Convegno Internazionale sul tema : Gli atlanti linguisti : Problemi e risultati".
1968
Viagem à Roménia.
1969
Crise académica em Coimbra.
Licenciatura de dois filhos.
Fevereiro
Mudança da Rua Filipe Simões 33 para a Av. D. Afonso Henriques, 19 casa anteriormente habitada pelo Dr. Beau, onde ainda hoje reside a viúva do Prof. Manuel de Paiva Boléo, com 93 anos.
1971
Viagem ao Canadá.
Parte para a Guerra o Pedro, 4º filho (que lá morrerá em 1973).
1972
Congresso em Florença sobre terminologias técnicas e científicas Verão - Viagem a Moçambique e Angola
1974
Profere a sua última lição, jubilando-se.
A Biblioteca Geral da Universidade presta-lhe homenagem publicando nos "Acta", o vol. I dos "Estudos de linguística portuguesa e românica" sobre Dialectologia e história da língua".
25 de Abril
Revolução dos Cravos.
1979
Recebe a visita da amiga alemã D. Sophie Weiland
1980
XVI Congresso Internacional de Linguística e Filologia Românicas, em Palma de Maiorca.
Viagem a Trier (Alemanha) por ocasião do Colóquio de Estudos Galeco-Portugueses e homenagem ao velho amigo e colega Dr. J. Piel.
1981
Cerimónia solene da entrega dos dois volumes da "Biblos" em sua homenagem.
1983
Estadia em Lisboa com a mulher por ocasião do Congresso da Língua Portuguesa No âmbito da Décima Sétima Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura do Conselho da Europa, Lisboa, 1983
1984
Festeja com toda a família os 80 anos, com missa celebrada pelo filho mais velho já padre e dominicano.
1988
«Bodas de ouro do casal Manuel e Maria Eugénia de Paiva Boléo, com filhos e familiares, Sé Velha, Coimbra, Setembro de 1988»
1990
É condecorado pelo Governo Português com a Grã Cruz da Ordem de Santiago da Espada.
1992
Manuel de Paiva Boléo tinha em preparação o XX volume da Revista Portuguesa de Filologia.
Dia de Todos os Santos – Morre aos 88 anos.
Manuel de Paiva Boléo
Sócio da “Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia”, do Porto, da “Sociedade de Geografia”, de Lisboa, da “Associação Portuguesa de Linguística”, Membro da “Academia das Ciências” de Lisboa (Classe de Letras), Sócio efectivo da "Société de Linguistique” de Paris, “Membre d’honneur” da “Société de Linguistique Romane”, “Honory Member” da “Modern Language Association of America” (Nova Iorque), “Membre d’honneur” do “Comité International des Sciences Onomastiques”, de Lovaina, e, desde 1946 Sócio correspondente da “Academia Brasileira de Filologia, do Rio de Janeiro.
Breve Bibliografia do Prof. Doutor Manuel de Paiva Boléo
1. Bibliographie onomastique du Portugal, Louvain, International Centre of Onomastiques, 1956(?), 15 p.
2. Congresso de Florianópolis, comemorativo do bicentenário da colonização açoriana, Coimbra, Coimbra Editora, 1950, 78 p.
3. Estudo dos dialectos e falares portugueses : um inquérito linguístico, Coimbra, Coimbra Edit., 1942, 148 p.
4. Os nomes dos dias da semana em português: influência moura ou cristã?, Coimbra, Coimbra Edit., 68 p.
5. Brasileirimos : problemas de método, Coimbra, Coimbra Edit., 1943, 93 p.
6. O interesse científico da linguagem popular, Lisboa, Edit. Império, 1942, 36 p.
7. Defesa e ilustração da língua, Coimbra, Casa do Castelo, 1944, 46 p.
8. Filologia e História, Coimbra, Coimbra Edit., 1945, 46 p.
9. Adolfo Coelho e a filologia portuguesa e alemã no século XIX, Coimbra, Coimbra Edit., 1948, 100 p.
10. Os estudos de linguística românica na Europa e na América desde 1939 a 1948, Coimbra, Casa do Castelo, 1951, 556 p., 10 il. (Suplemento bibliográfico da «Revista Portuguesa de Filologia», vol.1
11. Os estudos de linguística românica, org. por MPB, Coimbra, Rev. Portuguesa de Filologia, 1951.
12. Vida do Instituto de Estudos Românicos, Coimbra, Inst. de Est. Românicos, 1973, 115 p.
13. Le "Trésor de la langue français": com referência a trabalhos de lexicografia portuguesa, Coimbra, 1979, 50 p.
14. A língua portuguesa do Continente, dos Açores e do Brasil : problemas de colonização e povoamento, Coimbra, Faculdade de Letras, Inst. de Língua e Literatura Portuguesas, 1983, 56 p.
15. Os nomes étnico-geográficos e as alcunhas colectivas : seu interesse linguístico, histórico e psicológico, Coimbra, 1956, 19 p. (Sep. Biblos, vol.31)
16. Relações da linguística com a etnografia e o folclore, Coimbra Fac. Letras da Univ. Coimbra, Inst. de Língua e Lit. Portuguesas, 1989, 47 p.
17. O perfeito e o pretérito em Portugal : em confronto com as outras línguas românicas: estudo de carácter estilístico, Coimbra, Biblioteca da Univ. de Coimbra, Coimbra Edit., 1936, 173 p. (Tese de Doutoramento)
18. XVI Congresso internacional de linguística e filologia românicas realizado em Palma de Maiorca de 7 a 12 Abril de 1980, Coimbra, Fac. Letras, Inst. de Língua e Lit. Port., 1986, 26 p. (Sep. Rev. Port. Filologia, 18)
19. A Língua falada, lógica e clássicos, Coimbra, Coimbra Edit., 1935, 22 p.
20. A metáfora na língua portuguesa corrente, Coimbra, Coimbra Edit., 1935, 41 p.
21. Algumas tendências e perspectivas da linguística moderna, Coimbra, Inst. de Est. Românicos, 1965, 175 p. (Sep. Rev. Port. de Filologia, 13)
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22. Estudo dos falares portugueses, antigos e modernos e sua contribuição para a história da língua, Lisboa, s.n., 1960, 11 p. (Sep. Actas 3º Colóquio Internacional Luso-Brasileiro, 2)
23. O Latim e as línguas modernas, Coimbra, s.n., 1973, 26 p. (Sep. Actas Colóquio sobre o Ensino do Latim)
24. Para um maior rendimento do trabalho intelectual, Coimbra, ed. Autor (impresso Gouveia, Casa Nun'Álvares), 1952, 100 p.
25. Alcuni problemi del paesaggio dialettale portoghese, specialmente della parlata meridionale, Roma, Accademia Nazionale dei Lincei, 1969, 18 p.
26. O bucolismo de Teócrito e de Vergílio, Coimbra, Biblioteca da Univ., 1936, 118 p.
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27. O problema das terminologias científicas e técnicas: a propósito do Congresso do "Fonds internacional pour les terminologies romanes", Coimbra, s.n., 1976, 46 p. (Sep. Rev. Port. de Filologia, 16)
28. Os valores temporais e modais do futuro imperfeito e do futuro perifrástico em português, Coimbra, Fac. Letras, 1973, 31 p. (Sep. Biblos, 41)
29. Unidade e variedade da língua portuguesa, Coimbra, s.n., 1955, 28 p. (Sep. Rev. Fac. Letras de Lisboa, 2ª série, 20)
30. O Problema da importação de palavras e o estudo dos estrangeirismos (em especial dos francesismos) em português, Coimbra, s.n., 1965 (Sep. Lições de Linguística Portuguesa, 1)
31. Metodologia do estudo etimológico de palavras antigas e modernas : sumários, bibliografias e alguns textos de consulta, Coimbra, 1964, (Sep. Lições de Linguística Portuguesa, 2)
32. Projecto de um atlas linguístico-etnográfico de Portugal e da Galiza/Manuel de Paiva Boléo, José Gonçalo Chorão Herculano de Carvalho e Luís Filipe Lindley Cintra, Lisboa, 1960 (Sep. Actas 3º Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, 2
33. O realismo de Eça de Queirós e a sua expressão artística, Coimbra, Coimbra Edit., 1942, 65 p.
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34. Anteprojecto de unificação e simplificação da nomenclatura gramatical portuguesa/Comissão da Nomenclatura Gramatical, coord. por Manuel de Paiva Boléo, Coimbra, CNG, 1965, 54 p.
35. A obra científica do Prof. F. Kruger, Coimbra, 1941 (Sep. da Biblos, v. 17, tomo 2)
36. O Prof. Karl Vossier, Coimbra, 1945, 18 p. (Sep. Biblos, 20)
37. O padre Lopes de Melo e o espírito vicentino, Gouveia, 1952, 45 p.
38. Dr. Guilherme Braga da Cruz: 1916-1977, Coimbra, Inst. Estudos Românicos, 1979, 13 p. (Sep. Rev. Port. Filologia, 17)
39. Maria Palmira da Silva Pereira – 1921-1976, Coimbra, Inst. Estudos Românicos, 1979, 23 p.
40. Prof. Dr. Fritz Kruger – 1889-1974, Coimbra, Inst. Est. Românicos, 1979, 22 p.
41. Le matérial de l’I.L.B., Coimbra, Inst. Est. Românicos, 1976 (Sep. Rev. Port. Filologia, 17)
42. O exemplo de um grande mestre: Jakob Jud (1882-1952), Coimbra, Coimbra Edit,, 1953, 8 p. (Sep. Rev. Port. De Filologia, 5)
43. “Os Lusíadas”, outras epopeias e a tese “Rapsódica”, Lisboa, 1972, il., 14 p. (Sep. Bol. Academia Internacional de Cultura Portuguesa, 8)
44. Serafim da Silva Neto: 1917-1960, Coimbra, Inst. Est. Românicos, 1961, 10 p. (Sep. Rev. Port. Filologia, 10)
45. Fontes de informação bibliográfica para trabalhos de investigação linguística, Coimbra, 1972, 26 p. (Sep. Seminário de Linguística Portuguesa.
46. A vida e obra de Karl Jaberg, Coimbra, Inst. de Estudos Românicos, 1962, 33 p. (Sep. Rev. Port. Filologia, 10)
47. Discurso proferido na Sala dos Capelos, em 2 de Maio de 1954, no doutoramento solene dos Doutores Américo da Costa Ramalho, Francisco Paulo Mendes da Luz e João Gonçalo Chorão Herculano de Carvalho, Coimbra, 1955, 22 p. (Sep. Biblos, 30)
Traduções
As Fontes da paz intelectual/Léon Ollé-Laprune, Trad. Manuel de Paiva Boléo., Lisboa, Livraria Bertrand, 1952.
O Barbarismo segundo os gramáticos latinos/ H. Mihäescu, trad. Manuel de Paiva Boléo, Victor Buescu, Coimbra, Casa do Castelo, 1950.
Enlaces
Luís
Prista. Biografias. Manuel
de Paiva Boléo (Idanha-a-Nova, 26-3-1904 - Coimbra, 1-11-1992). Instituto
Camões
Album do Professor Hamaguchi. Coimbra em 1972
Última actualización 28/03/04
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II Maestría en Conservación del Patrimonio
UNIVERSIDAD INTERNACIONAL DE ANDALUCÍA
Marzo 2003- Julio 2005 |
Sede Iberoamericana Santa María de La Rábida
Palos de la Frontera
(Huelva, España) |